Libertango


E eis senão quando, assim do nada, a constatação:
Nem tudo é negro, no panorama musical nacional!
E ainda que não sejam propriamente originais, apraz-me apenas dizer:

Bravo!

Liebe Ist Für Alle Da



Não é mesmo para todos, este pornográfico amor (maioritariamente) alemão.

Till Lindemann a cantar em francês? Ah oui... C'est vrai!

O tão badalado "álbum mais pesado dos Rammstein até à data" não passa de uma mera incursão destes grandes músicos, por sonoridades mais comerciais e (ainda mais) ousadas, num registo que, claramente, é uma desilusão para os fãs mais hardcore, como é o meu caso.

Mas também compreendo que, depois de atingir um determinado nível, banda nenhuma consiga superar-se.
Reise Reise e Rosenrot foram o culminar de uma grande carreira, dois álbuns notáveis que elevaram os Rammstein a um patamar inigualável e insuperável, mesmo para si próprios. Tudo o que venha posteriormente é susceptível de provocar nos seus seguidores, a mesma reacção de desagrado que eu tive depois de ouvir o álbum pela primeira vez.

E se é um facto que este "não entra" à primeira, não é menos verdade que uma réstia da velha empatia de sempre só surge depois de o ouvirmos quatro ou cinco vezes, e só nessa altura é que poderemos dar o veredicto final.

O tema que dá nome ao álbum é, a meu ver, o melhor de todos. Pesado e frenético como só eles sabem fazer,
Liebe Ist Fur Alle Da é seguido de perto por Rammlied, e são essas, a par de Rotter Sand, que merecem o meu destaque (o assobio Kill-Billesco fica mesmo no ouvido...).

Quanto à pior, e apesar de a melodia não ser má...
Fruhling In Paris. Um alemão a cantar em espanhol (Te Quiero Puta) pode resultar, mas em francês... Não, não e não.

(Errei na previsão que fiz no Blitz, sobre a probabilidade de
Pussy ser a pior música do álbum... Não é, e isso diz muito sobre a qualidade global, a meu ver.)

Overall... 6/10

O Amor É Para Todos (Preview)


Já tem cover, o primeiro single está por horas, e eu nem acredito que ainda falta tanto tempo para chegar o mês de Outubro! Se não morrer de ansiedade, morro de desilusão, ou então, como habitualmente a cada 3 ou 4 anos, deleitar-me-ei com o provável álbum do ano, ou não nos habituasse assim tão (bem) mal esta banda de outro planeta... Espero (e desespero) para ver (e ouvir)!

Da Clenched Fist, Hoy!

- Bandeiras, bonés, carteiras e bolsas para telemóveis, em barda, como manda a lei;
- Tonis à moda antiga, bem vestidos com a pelagem do peito à mostra e o palito dos dentes a decorar a fronha deslavada;
- Um "entertainer" a pseudo-cantar, que quando falhava o playback, tentava em vão remediar a questão socorrendo-se da sua memória auditiva, deturpando as letras de músicas tão conhecidas, que até a minha avó saberia trauteá-las melhor que ele, que foi pago para o efeito (sim, muitíssimo pior que Zé Cabra...);
- Os atrasos do costume;
- O atrasado mental que deixa o carro estacionado no único sítio onde não era suposto, obrigando à interrupção das hostilidades;
- Um speaker de excelente nível;
- Bons discursos carregados de uma esperança utópica em melhores dias vindouros, a atingir através do voto de mudança que há mais de 30 anos não chega;
- O aplauso constante, arrancado aos "poucos mas bons" do costume;
- A tainada final, num espaço ainda mais exíguo que o principal, tal a quantidade de Tonis
esfaimados que acorreram ao evento para, uma vez de quatro em quatro anos (mais coisa menos coisa), encherem a pança à pala dos políticos.

Bem vindos ao maravilhoso mundo dos comícios políticos...

E em relação ao meu sentimento pelo astro da música que lá actuou, deixo-vos com uma pequena citação atribuída a uma certa tenista, de seu nome SERENA Williams:

"
I'm going to take this fucking ball and shove it down your fucking throat!"

Amen to that!