Moooo....oooh!

(Slogan criado em homenagem a Carlos Queirós)



Dizem que dos fracos não reza a história, e do campeonato do mundo que se apresta a terminar, poucas ou nenhumas (boas) memórias restarão, para os adeptos do (bom) futebol.

A ideia de realizar um evento daqueles num país africano é bonita, sim. Fica bem, fica. Mas é viável? Ficou provado que não, se é que dúvidas existiam.

Já vieram dizer que não sabem o que vão fazer aos estádios onde ninguém vai jogar (isto lembra-vos alguma coisa?), que vão dar prejuízo, bla bla bla...
Mas quem é que no seu perfeito juizo permite que se gastem MILHÕES em futilidades inúteis como estádios de futebol? Como é que o mundo não há-de estar louco, como é possível que as economias subsistam, com disparates destes a serem cometidos todos os dias?

Adiante...

Da selecção da vaca (Afectado, permite-me o abuso, mas a tua expressão é perfeita), pouco ou nada há a dizer.

Meia dúzia de bons guerreiros, que suaram a camisola, não chegam para fazer frente a um pseudo-treinador de futebol, apoiado por uma pseudo-estrutura chamada Federação Portuguesa de Futebol, liderada por um pseudo-entendido em bola chamado Gilberto Madaíl.

Um homem que destrói por completo a sua equipa, quando até estavam a dar uma boa réplica aos campeões europeus, tirando o único avançado de que dispunha, e colocando um coxo qualquer que percebe tanto de futebol como eu de batatas e grelos, no seu lugar, merece orientar, quando muito, a selecção do Azerbaijão, e sim, estou a ser mauzinho (os talibãs merecem ter a pior selecção do mundo e arredores, por serem uns mitras!).

O que se salvou no meio disto tudo, foi o nascimento do pseudo-filho do "Carlos, assim não ganhamos".

Deve ter resultado de alguma relação extra conjugal, com alguma hiena sul-africana que, ensurdecida pelo fascinante som das vuvuzelas, se refugiou no hotel dos jogadores, e como de noite está escuro...


Fiquem bem, e desculpem a ausência, aqui o vosso amigo blogger tem cada vez menos paciência para estas andanças, ainda que este país, e este mundo, nunca parem de me surpreender, sendo pródigos em assuntos passíveis de escárnio e maldizer, e enquanto assim for, cá estarei para vos escrever/ler/whatever. ;)


P.S.: A música que está em execução na barra lateral não foi escrita em homenagem aos senhores da bola, mas permitam-me a ousadia de dedicar-lha...

Algumas Considerações...


...Sobre o campeonato mundial de futebol que está a decorrer na África do Sul, e do qual, ao todo, devo ter visto (pasmem-se) uns 15 minutos, entre resumos:

- Será impressão minha, ou A vaca (© Afectado 2010) ainda se vai arrepender de ter enviado para casa o melhor jogador que lá tinha (Nani), com uma lesão (aparentemente) menos grave (ainda que semelhante?) à de um tal Drogba, que, pasmem-se, irá (aparentemente) recuperar a tempo do confronto entre a sua selecção e a do animal ruminante supra referido?

- Estou seriamente tentado a criar um grupo no Facebook, intitulado "Eu estive na África do Sul e não fui assaltado e/ou assassinado", ou coisa que o valha.

- Continuo firmemente convicto de que não seremos obrigados a assistir ao deprimente espectáculo que seria El Pibe a passear-se pelas ruas de Buenos Aires tal como veio ao mundo, mas pelo que vi do jogo inaugural, as minhas certezas esmoreceram um pouco.

- Mas, para acalmar ainda mais as minhas preocupações no que respeita ao ponto anterior, a mannschaft mostrou, uma vez mais, que para ganhar jogos a sério (e não contra cabos verdes, pretos ou azuis com bolinhas amarelas) não é preciso sambar (ainda que a praga de brasileiros nas selecções europeias não seja um exclusivo nosso).

Posto isto, e não querendo bater mais no ceguinho, tenho a dizer que a sonoridade propagada por enxames de abelhas furiosas, amplificada por potentíssimos sistemas de som dignos de uma Bose (a.k.a. vuvuzelas, ou a p*t* que as p*r*u) surtem nos ouvidos e na alma de qualquer mortal, o mesmo efeito que um grupo de cem ou mais rebeldes da Jihad islâmica, armado com AK 47's, M6 e Uzi's, perante um pequeno agrupamento de militares, em cuecas, no meio de um deserto paquistanês.

E é tudo.

P.S.: Robert Green é um grande guarda-redes, teve foi azar, o Ricardo não joga desta vez, logo, os seus perus serão sempre os mais badalados, no matter what...

Ah Ganda Sérvia!

Quando eu achava que a competência jornalística neste país tinha atingido o fundo do poço, não posso deixar de vos brindar com mais uma pérola desportiva, que vem provar, uma vez mais, o quão bem servidos estamos nesta área.

Ora leiam:


Stosur vence Chatrier e qualifica-se para a final

Samantha Stosur vai ter pela frente a italiana Francesca Schiavone (N.17), primeira jogadora da Itália a chegar à final de um torneio Grand Slam.
Samantha Stosur derrotou esta quinta-feira nas meias-finais de Roland Garros a sérvia Philippe Chatrier, quarta cabeça de série, pelos parciais 6-1 e 6-2. A tenista australiana, sétima cabeça de série, qualificou-se para a final do torneio francês onde vai encontrar a italiana Francesca Schiavo. A final entre a australiana e a italiana disputa-se no próximo sábado.


Ora, para os leigos na matéria, passo a explicar:

- Philippe Chatrier é o nome de um dos cortes do complexo tenístico de Roland Garros (presumo que tenha sido lá que se disputou o encontro, que não vi, nem me apetece pesquisar, e também não interessa nada para o caso);

- A jogadora sérvia que foi derrotada, chama-se Jelena Jankovic;

- Não sei se Schiavo é um calão italiano para GRANDE IDIOTA QUE DEVIA ESTAR A PLANTAR BATATAS EM VEZ DE BRINCAR AOS JORNALISTAS, mas cheira-me que deve ser algo parecido a isso.

Continuo a achar que a burrice deveria doer mais que um osso partido, 90% dos jornalistas em Portugal teriam que mudar de profissão, pois seria impossível trabalhar numa redacção de um jornal, com tanta gritaria.


Tenho dito. :)

Companheiros de Aventura


Mais raro do que lerem uma crítica musical escrita por mim, só o facto de se tratar de uma crítica/análise/recomendação de um álbum português, cantado por portugueses na lindíssima língua que Camões "inventou" e certos indivíduos querem agora "desinventar" (mas isso é outra conversa).

Pois bem, eis uma parte de mim que se retrata: quando achava ser já impossível voltar a ouvir algo que me despertasse, eis que surge, "Companheiros de Aventura", o mais recente trabalho a solo em que Tim, vocalista dos Xutos & Pontapés, tem o prazer de contar com a participação (tal como o título do álbum sugere) de alguns ilustres companheiros, como Rui Veloso, Vitorino ou Celeste Rodrigues (sim, a velhota irmã da defunta rainha do fado, quem diria que eu algum dia iria, não só suportar, como ADORAR um tema em que a sua voz é, e face a redundância, rainha)...

O Amor (sem se saber bem porquê), é pura e simplesmente, um dos temas simultaneamente mais simples e mais tocantes que algum dia ouvi cantado na nossa língua, e vale, só por si, o dinheiro que pedem pelo álbum (sim, comprem, é dos poucos que vale a pena)...

Mas não é o único.

A versão da música "Adeus Ó Serra da Lapa" (que esteve ali ao lado em reprodução automática durante uns bons dias), original de Zeca Afonso, é também um must, sendo que duas vozes tão distintas como as do Tim e do Vitorino se fundem numa harmonia quase perfeita, apenas ao alcance dos grandes.

Não descurando as outras (todas elas extremamente bem conseguidas, coisa rara num álbum maioritariamente comporto por covers), são essas as duas que me fizeram escrever este post.

Nunca coloquei o Tim no restrito grupo de elite da música nacional, ou pelo menos, no topo do mesmo (Zeca Afonso, António Variações, Rui Veloso, Jorge Palma e Sérgio Godinho são os meus monstros sagrados), mais não seja pela crescente regressão musical da sua banda (mais uma das que se renderam à inevitabilidade dos números, em prejuízo da qualidade)...

Mas depois de ouvir o álbum três ou quatro vezes, rendo-me à evidência: este senhor ainda sabe o que é fazer música a sério, e por isso, lhe presto daqui a minha homenagem.

Bravo, Tim.

Venham mais destes...