Os Autarcas Aqui do Burgo



Há muito tempo que não posto aqui palermices...

Pudera.

Entre o sufoco da crise, a aversão a esta nova interface do blogger (ó Googler's... Vão para o caralhinho, sim?) e as ideias para a criação de um outro (blog), que por hora ainda não passam disso mesmo, não tenho tido grande disposição para vir aqui divagar.

Convidei uma velha amiga destas andanças para vir, também ela, mandar práqui umas postadelas bestas como só ela sabe, vamos ver se ela aceita para isto animar!

Mas o que eu ia a dizer era que ontem, estava eu no barbeiro, e por entre as habituais e verídicas estórias aqui do burgo, que ele com tanto à vontade e boa disposição vai contando aos clientes de todas as idades, sobressaiu esta:

Tinha vindo uma vez aqui uma comitiva de uma outra cidade europeia com a qual esta está geminada (mais um entretém para fazer com que alguns ganhem uns trocos extras, mas utilidade? ZERO), e o presidente da cãibra, indisponível (deve ter-lhe dado uma caganeira com o jantar da noite anterior), enviou em sua substituição, o seu vice, que por incrível que pareça, tem ainda menos parlapié do que o dito (dizer que é "pouco" seria pecar por excesso, mas pecar de uma tal maneira que, existindo a tal afterlife, good and evil, e tal, tenho para comigo que o meu castigo seria pior que o do Hilter no filme "Little Nicky).

Conclusão: o homem sobre ao palco, e na hora de orar, tremendo que nem varas verdes e suando mais que um porco no verão, dirige-se ao púlpito e, no momento decisivo, de forma quase inaudível e gaguejante, sai o brilhante discurso: "G-gostaríamos de agradecer a todos os presentes, p-por terem estado presentes... O-obrigado..." E vai-se embora.

Consta-se que os "fun funs" entre o público presente foram mais audíveis que o próprio "discurso", mas quem esteja habituado a viver aqui, nada disto é uma novidade, apenas os representantes da tal cidade ficaram boquiabertos com o excesso de competência dos nossos autarcas! ;)

SerBOIço (em) Público


Existem muitas coisas que ultrapassam em muito a minha compreensão. Umas tiram-me o sono, outras não.

Não me considero uma pessoa extraordinariamente inteligente, porém, ninguém me fez uma esmola, ao levantar-me as da frente (não levem a mal, o facto de eu não empregar o ditado completo, o meu (cada vez mais) extremista e mal humorado ateísmo não mo permite).

Touradas.

Foda-se!

Eu até me calava, se fosse apenas mais uma prática "underground", com meia dúzia de atrasados mentais a sustentá-la... Mas, numa época em que muitos de nós lutam para conseguir comer, existir um pseudo serviço de televisão público (pago com o dinheiro dos contribuintes) que dê horário nobre a um dos mais degradantes pseudo espectáculos que a humanidade jamais conheceu, é algo que me deixa (ainda mais) desapontado com este país.

Como é possível que os poucos que têm coragem de ir para a rua protestar, sejam literalmente atropelados por um dos intervenientes desse circo de horrores, sem que (quase) ninguém se importe, e depois nos mostrem, em directo, CRIANÇAS de 5, 6 anos em ÊXTASE, a aplaudir de pé esses mesmos criminosos?

Gostava muito de mandar...

Entre acabar com as touradas, com as praxes, ou fazer cumprir várias alíneas da constituição que actualmente só lá estão para fazer rir quem não anda a dormir (ex: o suposto laicismo oficial da nossa nação) (AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!), desconfio que acabava assassinado em menos de 15 dias...

Mas pelo menos, teria tentado fazer a diferença... E existe muita, muita gente que morre sem ter alcançado feitos bem mais simples que esse. :)

Iniquidades



Poucas vezes um rosto é misterioso o suficiente para ser capaz de suscitar, por si só, os mais diversos (e subjectivos) debates sobre a natureza humana, e não só.

Este que aqui vedes é Charles Manson, um dos maiores ícones do imaginário americano, por ter sido o mentor de um grupo de errantes que nos longínquos anos sessenta, perpetrou uma série de assassinatos que deixaram em sobressalto todo um país.

Custa-me a acreditar que um velhote com 77 anos, de olhar vazio e assustado, seja ainda hoje capaz de afirmar, perante um psicólogo: "Sou especial. Sou diferente do comum dos detidos. Passei a minha vida na prisão. Enviei cinco pessoas para a sua sepultura. Sou um homem perigoso"...

Mas a verdade é que... É mesmo.

A ciência tenta a todo o custo desvendar os mistérios da mente humana. Mas, a meu ver, jamais conseguirá definir os seus limites, para o bem ou para o mal...

E nos tempos que correm, digamos que este último leva uma vantagem considerável, para o derradeiro assalto do combate pela sobrevivência da nossa própria espécie...

Texto presente na Fábrica de Letras.

Kreative Blogger (Yah, pois sim)

Como a vida dos desocupados não dá para mais, eis que me entretenho com mais esta micro-introspecção sugerida pelo caríssimo companheiro de baxouxices virtuais, Catsone.



1. Música Favorita?

É quase impossível individualizar, muitas foram (e são) aquelas que marcaram (e marcam) a minha penosa existência, mas quem me conhece sabe que existe uma que tem que ser destacada:




2. Sobremesa favorita?

Tarte de whisky (mas não dessa foleira que se vende nos supermercados, é uma que se vendia antigamente em taças de barro redondas... Não sei se ainda existe... Saudade...)

3. O que me tira do sério?

Demasiadas coisas... Inveja, egos empolados e outras doenças que tais.

4. Quando estou chateado?

É melhor fugirem... Sou capaz de partir portas e dizer coisas impensáveis... Mas passado 10 minutos arrependo-me, e fica tudo bem (às vezes...).

5. Animal de estimação favorito?

Toda a vida tive cães, e gosto muito de (quase todos) os animais irracionais... Mas o único gato que tive permite-me dizer que são de facto os felinos, aqueles que mais me fascinam.

6. Preto ou branco?

Pitch black, like my soul.

7. Maior medo?

Uma doença súbita que me deixe aprisionado dentro do meu próprio corpo, consciente, mas incapaz de pôr fim à minha própria miséria... Que morram antes de mim, as duas ou três pessoas que verdadeiramente importam para mim... A solidão. (Yah são três, mas também são os únicos, não tenho medo de mais nada... Tirando pessoas idiotas...)

8. Atitude quotidiana?

Por hora, é a rotina do (a)típico desempregado (infelizmente).

9. O que é perfeito?

Perfeito, perfeito, não faço ideia... Mas bonito, bonito... Só os tomates, a baterem no pito...

10. Culpa?

Juridicamente? É um exclusivo dos pobres (pelo menos em Portugal).


Sete factos aleatórios sobre mim:

1. Nunca fiz nada daquilo que era suposto fazer-se, na(s) idade(s) em que deveria ter feito, e agora é tarde demais (já não tenho vontade...)

2. Para os que tentaram atribuir um significado perverso à alínea anterior... Não, não é nada disso (vão-se tratar!)

3. Adoro trocadilhos, segundas-intenções, ironia... E ainda mais, a cara de estúpidos com que a maioria das pessoas (estúpidas) fica quando não percebe patavina do que estou a dizer, e pensam para si próprias "este gajo deve ser é maluco..." :D

4. Não sei sequer estrelar um ovo... Mas a minha sangria é apreciada além-fronteiras (estranha dicotomia entre "não tens vergonha?/gaba-te cesto, que vais para as vindimas")...

5. Sou capaz de alternar entre as gargalhadas, e o mais pérfido calão, sempre que passo a vista por cima de um qualquer artigo de imprensa online escrito em português de Portugal (ou lá o que isso signifique...)... 99% das vezes, a pergunta "como é possível que o indivíduo que escreveu isto tenha a coragem de dizer-se proprietário de um canudo que tanto dinheirinho custou àqueles pais?" ecoa no meu cérebro durante prolongados minutos, até perceber que o melhor a fazer é rir e esquecer-me do mundo...

6. Todos os meus ténis (do pé direito) ficam com um buraco na parte interior do calcanhar, de lado, após algum tempo de uso, e nunca consegui perceber o porquê de tão estranho fenómeno.

7. Ainda hoje fico "colado" sempre que passa um episódio do DragonBall Z... Posso ver dezenas de vezes, que nunca me farto... É um mistério, visto que sou um indivíduo que facilmente se satura com quase tudo aquilo que envolve a sua (estranha) existência. :D


E pronto, espero que se tenham divertido tanto quanto eu. Agora podem voltar para os vossos blogs, vocês os três! Ala, que se faz tarde!