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Tendências Suicidas


"Fãs de Avatar apresentam tendências suicidas"

"O planeta Pandora é uma utopia difícil de enfrentar para alguns fãs do filme “Avatar”. Alguns chegam mesmo a apresentar pensamentos suicidas.

A impossibilidade de visitar o planeta dos Na´vi provocou enorme stress e tristeza em muitos fãs, que relatam a situação na internet.

No site “Avatar Forums” existe mesmo um tópico, baptizado «Formas de lidar com a depressão causa pela intangibilidade do sonho de Pandora», que ajuda os mais aficionados a lidar com os sintomas depressivos.

«Desde que vi o Avatar sinto-me deprimido. Ver o maravilhoso mundo de Pandora e todos os Na´vi fez-me querer ser um deles. Não consigo para de pensar em todas as coisas que aconteceram no filme e todas as lágrimas e raiva que senti. Até penso no suicídio, se essa for a única maneira de voltar a nascer num mundo semelhante a Pandora», disse um dos utilizadores do site, citado pelo Telegraph. (...)"

Tenho lido "toneladas" de patetices desde que o ano começou, para não variar, mas sobre esta tinha mesmo que falar. E eu pergunto, meus amigos: WTF is wrong with these people???

Que o mundo está condenado, há muito que eu desconfio, mas isto é demais. Pessoas que ficam com pensamentos suicidas depois de verem um filme? Pior, pessoas que o admitem, e até escrevem sobre isso? Não haveria uma forma menos ridícula de tentarem obter protagonismo?

Bem, eu ainda sou da geração "Dragonball" original, e muitas vezes sonhei ter super poderes como os do Son Goku ou Vegeta... MAS! Ponto número um, era uma criança; ponto número dois, nunca me passou pela cabeça suicidar-me pelo simples facto de não poder reduzir um edifício a cinzas, socorrendo-me de um valente kamehameha!

Está tudo louco, é o que vos digo... E mais não escrevo, que para parvoíce já bastou este artigo (e o filme, cheira-me...)!

(E agora com licença, vou ali cortar os pulsos, a ver se reencarno como Goku, SS4... Mas menos despenteado, de preferência.) :D

Brittany Murphy


A actriz norte-americana Brittany Murphy, uma das "carinhas larocas" de Hollywood,desapareceu hoje, tragicamente, vítima de um ataque cardíaco, com apenas 32 anos.

Conhecida pelos seus inúmeros papeis, em filmes tão distintos como Sin City, 8 Mile ou Girl, Interrupted, deixa agora um enorme vazio no coração de todos os que a amavam, e obviamente, estará sempre presente no pensamento de todos os seus fãs, nos quais me incluo.

Descansa em paz.

Inglourious Basterds



Eu que nem tenho muita paciência para escrever críticas cinematográficas, não podia deixar de expressar publicamente as minhas impressões sobre essa maravilha em forma de filme, intitulado Inglourious Basterds, ou na ranhosa tradução tuga, Sacanas Sem Lei.

E que festim nos preparou esse intratável Chef chamado Quentin Tarantino!


Já havia provado os seus dotes culinários em muitas outras ocasiões, mas nesta sua obra prima (sim, superior ao Pulp Fiction em vários aspectos, a meu ver) mostra porque é um dos mais geniais cineastas da actualidade (talvez o melhor, de momento, em minha opinião).

Sendo um filme que tem como mote a Segunda Guerra Mundial, Tarantino soube montar as peças do puzzle como ninguém, fundindo duas histórias numa só, e contornando um pouco o horror do holocausto para virar o feitiço contra o feiticeiro, proporcionando-nos um festim que reconforta a alma dos justos, e decerto provoca grandiosas erupções cutâneas nos que actualmente teimam ainda em seguir as ideologias de Hitler.


Hitler que, em meia dúzia de aparições apenas, é retratado de uma forma tão brilhante, que é possível ao espectador comum, apreender de uma forma nunca vista o carácter do mais desprezível de todos os homens, e só por esse pequeno pormenor, temos de tirar o chapéu ao senhor escritor/realizador.

Nein nein nein nein nein nein!

No fundo, a escolha do casting não poderia ter sido mais acertada, com cada peça do tabuleiro a mover-se exactamente como era suposto, ou melhor ainda.


Desde o sotaque hilariante do Brad Pitt (a parte em que tem de falar italiano colocou a sala de cinema em delírio, com gargalhadas bem audíveis), passando pela interpretação mais que perfeita de Hans Landa por parte de Christoph Waltz (o subtil e inteligentíssimo caçador de judeus, num papel que certamente lhe abrirá as portas de Hollywood, mas que grande actor!), enfim, nem há palavras.

Nunca os clichés e as frases feitas foram tão agradáveis aos sentidos.

E a banda sonora? Do outro mundo, como seria de esperar, essa era a única coisa que eu tinha a certeza ir adorar, antes de entrar na sala.

Uma matança das antigas, cruel e visceral, sanguinária e impiedosa, inteligente e calculista, arrepiante e hilariante ao mesmo tempo, no fundo, um filme a roçar a perfeição, com tanto que se lhe diga, que por mais que me esforçasse, jamais seria capaz de vos transmitir um décimo daquilo que vos espera nas duas horas e meia (que passam num alustro) que dura aquela que é, para já, e na minha opinião, a película do ano.


Ah, não fiquem com remorsos se, lá pelo meio, ficarem com um certo sentimento de compaixão pelos nazis... O Aldo não brinca quando refere "Each and every man under my command owes me one hundred Nazi scalps... and I want my scalps"... E mais não digo. :D

Se puderem ir ao cinema não hesitem, este é um daqueles que valem bem o dinheiro, isto se souberem apreciar cinema de topo, daquele que nos deleita com pequeníssimos detalhes... Se não souberem, ou se forem demasiado susceptíveis, vale mais nem sequer saírem de casa.

You know somethin', Utivich? I think this might just be my masterpiece.

Overall... 9.5/10