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Jornalismo de CUalidade


Sempre fui um grande fã do jornalismo nacional. Não é para menos, um curso cuja média de admissão é (ou era, há não muito tempo) de pouco mais de 10 valores, e à custa do qual qualquer rato de Piaget arranja colocação num qualquer colosso da imprensa nacional, só pode ser motivo de orgulho para todos os portugueses.

Neste capítulo, onde a qualidade abunda, o grupo Cofina é sem dúvida aquele que mais se destaca, por dois motivos: a carteira de jornais que detém, e o brilhantismo dos profissionais que ali laboram.

A qualidade dos artigos, a exactidão das informações transmitidas, a categoria dos temas escolhidos, e acima de tudo, a forma como a amálgama de "informações" que recolhem acerca dos mais prementes temas da actualidade (como aquilo que se passa na casa dos segredos, ou quantos abortos fez determinada actriz, entre outros) se transforma em peças brilhantes, capazes de fazer tremer a terra aos pés dos maiores de entre os maiores representantes da profissão.

Confesso que fico um pouco chateado com esta crescente mania de os sites pedirem para se desactivar o ad-blocker, mas uma vez que se trata destes grandes senhores, vou já fazê-lo com agrado. Logo depois de cortar os pulsos, bem entendido.

Só tenho pena que, depois de perpetrar tamanha atrocidade contra a minha pessoa, o sangue que escorrerá das minhas dilaceradas veias me impeça de continuar a navegar pelas melhores páginas que existem no espectro virtual nacional. Como conseguirei eu descansar para sempre em paz, estando privado de informações como esta...


... Ou esta?


Não posso, com certeza. Rebolarei na tumba para toda a eternidade, sujeito a um suplício tremendo no outro mundo, mas pelo menos não estarei sozinho:



Até já!

Casanova



Parece que há uma novela qualquer tuga (desconheço mais pormenores, pois não acompanho novelas, soube disto por acaso pois era o que passava na TV com o volume no máximo lá no tasco enquanto estava a jogar bilhar) em que o João Baião (!) faz o papel de um garanhão (heterossexual). Rimas e risadas à parte, acho que a dita produção, e o dito protagonista, deveriam ganhar desde logo globos de ouro, deve ser uma das maiores histórias de sempre da ficção nacional.

Era só isto.

Luís Pedro Nunes e as Merd... err... Praxes



Quer-se-me parecer que já passou algum tempo desde a última vez que me pronunciei sobre este assunto, não?

A bem dizer, em qualquer país civilizado, isto nem sequer o seria (assunto). Mas como vivemos numa terra de mentecaptos, gente acomodada que só protesta quando está para morrer (aguentamos de tudo, ainda assim!), lá vai sendo, ano após ano, notícia, aqui e ali, sempre e quando, obviamente, corre mal, ou muito mal (Meco, pois, processo arquivado, claro, justiça tuga no seu melhor).

Ora felizmente que nem todos têm palas, como os burros, e de vez em quando surge uma ou outra voz que, de forma mais ou menos veemente, se insurge contra a tal prática, tão amada por neandertais mongolóides por esse país fora, e diz, sem papas na língua, aquilo que lhe vai na alma!

Luís Pedro Nunes, meu caro, entraste directamente na lista restrita de portugueses que admiro, os meus parabéns!!! ;)

As Praxes - Again!



Ora e que outro assunto me faria ressuscitar dos mortos este muy humilde espaço de pseudo comédia, senão as minhas queridas praxes???

Ah pois é. Não é a primeira, nem há-de ser a última vez que tal assunto pulula por aqui qual fada verde saltitante nos verdes prados depois de uma noite de copos!

Mas deixemos o paleio, e ouçamos (se já ouviram cliquem no "Play" novamente, vale a pena repetir) o que o meu irmão gémeo ideológico tem para dizer sobre o assunto. Eu limito-me, claro, a assinar por baixo!

Au revoir!

Os Autarcas Aqui do Burgo



Há muito tempo que não posto aqui palermices...

Pudera.

Entre o sufoco da crise, a aversão a esta nova interface do blogger (ó Googler's... Vão para o caralhinho, sim?) e as ideias para a criação de um outro (blog), que por hora ainda não passam disso mesmo, não tenho tido grande disposição para vir aqui divagar.

Convidei uma velha amiga destas andanças para vir, também ela, mandar práqui umas postadelas bestas como só ela sabe, vamos ver se ela aceita para isto animar!

Mas o que eu ia a dizer era que ontem, estava eu no barbeiro, e por entre as habituais e verídicas estórias aqui do burgo, que ele com tanto à vontade e boa disposição vai contando aos clientes de todas as idades, sobressaiu esta:

Tinha vindo uma vez aqui uma comitiva de uma outra cidade europeia com a qual esta está geminada (mais um entretém para fazer com que alguns ganhem uns trocos extras, mas utilidade? ZERO), e o presidente da cãibra, indisponível (deve ter-lhe dado uma caganeira com o jantar da noite anterior), enviou em sua substituição, o seu vice, que por incrível que pareça, tem ainda menos parlapié do que o dito (dizer que é "pouco" seria pecar por excesso, mas pecar de uma tal maneira que, existindo a tal afterlife, good and evil, e tal, tenho para comigo que o meu castigo seria pior que o do Hilter no filme "Little Nicky).

Conclusão: o homem sobre ao palco, e na hora de orar, tremendo que nem varas verdes e suando mais que um porco no verão, dirige-se ao púlpito e, no momento decisivo, de forma quase inaudível e gaguejante, sai o brilhante discurso: "G-gostaríamos de agradecer a todos os presentes, p-por terem estado presentes... O-obrigado..." E vai-se embora.

Consta-se que os "fun funs" entre o público presente foram mais audíveis que o próprio "discurso", mas quem esteja habituado a viver aqui, nada disto é uma novidade, apenas os representantes da tal cidade ficaram boquiabertos com o excesso de competência dos nossos autarcas! ;)

SerBOIço (em) Público


Existem muitas coisas que ultrapassam em muito a minha compreensão. Umas tiram-me o sono, outras não.

Não me considero uma pessoa extraordinariamente inteligente, porém, ninguém me fez uma esmola, ao levantar-me as da frente (não levem a mal, o facto de eu não empregar o ditado completo, o meu (cada vez mais) extremista e mal humorado ateísmo não mo permite).

Touradas.

Foda-se!

Eu até me calava, se fosse apenas mais uma prática "underground", com meia dúzia de atrasados mentais a sustentá-la... Mas, numa época em que muitos de nós lutam para conseguir comer, existir um pseudo serviço de televisão público (pago com o dinheiro dos contribuintes) que dê horário nobre a um dos mais degradantes pseudo espectáculos que a humanidade jamais conheceu, é algo que me deixa (ainda mais) desapontado com este país.

Como é possível que os poucos que têm coragem de ir para a rua protestar, sejam literalmente atropelados por um dos intervenientes desse circo de horrores, sem que (quase) ninguém se importe, e depois nos mostrem, em directo, CRIANÇAS de 5, 6 anos em ÊXTASE, a aplaudir de pé esses mesmos criminosos?

Gostava muito de mandar...

Entre acabar com as touradas, com as praxes, ou fazer cumprir várias alíneas da constituição que actualmente só lá estão para fazer rir quem não anda a dormir (ex: o suposto laicismo oficial da nossa nação) (AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!), desconfio que acabava assassinado em menos de 15 dias...

Mas pelo menos, teria tentado fazer a diferença... E existe muita, muita gente que morre sem ter alcançado feitos bem mais simples que esse. :)

Ibuprofeno Much?

Foi preciso chegar à segunda quinzena de Dezembro, para se observar com alegria, o comentário futebolístico do ano, no que à franciscana pobreza tuga diz respeito.



«Quando Pinto da Costa espirra, os árbitros constipam-se...»


Eduardo Barroso, tiro-lhe o meu chapéu! Esta é uma das melhores da história...


BRAVO!!!

O Buraco do Bácoro Anafado

Para ti, alberto do olho aberto!


"Portugal é um jardim florido, à beira-mar plantado."

Confesso, sempre achei estranho que num país falido, continuasse a haver gente que, alegremente, partia para a Madeira, como que emigrando, "aqui é que se está bem, ganha-se melhor e não há desemprego", diziam.

Pudera!

Nunca se interrogaram acerca dos porquês de duas ilhas tão próximas, terem uma tão substancial diferença de nível de vida?

Sinceramente, aprendi a não me ralar muito, com a podridão que alastra no nosso país, desde a base até ao topo, mas... Certas coisas ainda não me passam bem na garganta, temo já ter esgotado toda a saliva que me permitia conduzir o bolor directamente da boca até ao recto, e por hora, sinto-me perdido entre a azia e a embriaguez (como pensavam que ia eu disfarçar o mau gosto a decomposição na minha boca? Aguardente pra dentro, ora pois!)...

...E, entre os soluços de quem já não diz coisa com coisa, deixo um cumprimento ao porco que me desgoverna o bolso, a mais de 1000km de distância: vai morrer longe, seu filho da puta!

Portugueses


Como é sabido, tenho uma opinião sólida, inabalável, sobre a classe jornalística portuguesa (resumindo, mais de 90% dos actuais jornalistas, não vale a ponta de um corno).

Mas, de entre todos, aqueles que se dedicam à duríssima, dificílima (LOL) arte de actualizar os tablói... err... Jornais desportivos de referência, nas suas versões online, são os que mais mereceriam um caloroso arroto de feijoada no focinho, da minha parte, caso algum dia me cruzasse com um desses espécimenes.

Observar ESTA "notícia" (LOL!) inserida na categoria "portugueses", provoca em mim um esgar de dor, e uma vontade quase tão grande de ir ao WC, como aquela que tive aquando da passagem da grande maitê por terras de dom Afonso Henriques.

Porra, eu não sou grande patriota, e sou o primeiro a criticar abertamente, o meu próprio país (tenho esse direito, pois VOTO), mas tenham um bocadinho de bom senso... Não se deixem levar pelo síndroma de passividade homossexual do qual os nossos governantes teimam em padecer, especialmente no que às relações com os seus homónimos brasileiros diz respeito!

Primeiro vão buscar os cancr... err... jogadores trintões brasucas que não serviram para a selecção do seu país, e viram na nossa uma última oportunidade de ganhar os derradeiros trocos da carreira. Depois, destruíram a nossa língua (acordo errográfico) (o tanas, a mim têm que me levar para cadeia, antes de me obrigarem a escrever à brasuca)! Só falta dizerem: Pô, Diuma, veim mandá na geintji dji uma vêis, muié! Tamo pronto a lambê sua bota, mané!"...

(Ainda se ao menos mandassem para lá ESTE, até se desculpavam alguns destes desvarios, mas assim, nada feito)...

Só me apetece dizer...

!!!

Genéricos




Pensamento do dia:

"No país onde a Ministra da Saúde diz que o sexo é o melhor remédio para a hipertensão, já há gente que usa a mão como genérico!!!" (Autor desconhecido)

À ministra, e à restante classe política do país, dedico a seguinte musica:



Até sempre. ;)

Companheiros de Aventura


Mais raro do que lerem uma crítica musical escrita por mim, só o facto de se tratar de uma crítica/análise/recomendação de um álbum português, cantado por portugueses na lindíssima língua que Camões "inventou" e certos indivíduos querem agora "desinventar" (mas isso é outra conversa).

Pois bem, eis uma parte de mim que se retrata: quando achava ser já impossível voltar a ouvir algo que me despertasse, eis que surge, "Companheiros de Aventura", o mais recente trabalho a solo em que Tim, vocalista dos Xutos & Pontapés, tem o prazer de contar com a participação (tal como o título do álbum sugere) de alguns ilustres companheiros, como Rui Veloso, Vitorino ou Celeste Rodrigues (sim, a velhota irmã da defunta rainha do fado, quem diria que eu algum dia iria, não só suportar, como ADORAR um tema em que a sua voz é, e face a redundância, rainha)...

O Amor (sem se saber bem porquê), é pura e simplesmente, um dos temas simultaneamente mais simples e mais tocantes que algum dia ouvi cantado na nossa língua, e vale, só por si, o dinheiro que pedem pelo álbum (sim, comprem, é dos poucos que vale a pena)...

Mas não é o único.

A versão da música "Adeus Ó Serra da Lapa" (que esteve ali ao lado em reprodução automática durante uns bons dias), original de Zeca Afonso, é também um must, sendo que duas vozes tão distintas como as do Tim e do Vitorino se fundem numa harmonia quase perfeita, apenas ao alcance dos grandes.

Não descurando as outras (todas elas extremamente bem conseguidas, coisa rara num álbum maioritariamente comporto por covers), são essas as duas que me fizeram escrever este post.

Nunca coloquei o Tim no restrito grupo de elite da música nacional, ou pelo menos, no topo do mesmo (Zeca Afonso, António Variações, Rui Veloso, Jorge Palma e Sérgio Godinho são os meus monstros sagrados), mais não seja pela crescente regressão musical da sua banda (mais uma das que se renderam à inevitabilidade dos números, em prejuízo da qualidade)...

Mas depois de ouvir o álbum três ou quatro vezes, rendo-me à evidência: este senhor ainda sabe o que é fazer música a sério, e por isso, lhe presto daqui a minha homenagem.

Bravo, Tim.

Venham mais destes...

Pipi e os Gravadores


Num país de mentalidades decrépitas como o nosso, onde os serviços informativos da televisão PÚBLICA dão tempo de antena a coisas como "vice-responsável pela colocação das almofadas na cadeira onde sua santidade o papa vai sentar as nalgas em Fátima" e outros que tais, num país que segundo Fernando Ulrich estará na bancarrota muito antes do que era previsível (?), ainda vão existindo cronistas de qualidade, que nos fazem sorrir, divertindo-nos com as nossas próprias misérias, de forma exímia.

É disso exemplo, o seguinte texto, da autoria de Ricardo Mesquita, que encontrei aqui, e que passo a transcrever, para vossa comodidade.


A comparação não será a ideal, alguns dirão que é pura demagogia. E até pode ser, admito e dou de barato. Mas pelo menos é elucidativa do tratamento algo desfasado que as nossas autoridades dão a dois casos, um mais grave que mete electrónica e outro mais divertido que envolve nudez. Pipi e os gravadores poder-se-ia chamar este filme.

No mesmo país em que assistimos ao furto de dois gravadores por um deputado da Nação sem que o acto tenha consequências profissionais para o senhor vemos uma professora ser suspensa de imediato porque mostrou o pipi e as maminhas na revista Playboy.

O mais grave é que o furto parece ter sido efectuado no interior das instalações da AR e ao que consta a professora não terá realizado a sessão fotográfica na sala de aula ou no recreio com a pequenada toda a bater palmas enquanto jogava à macaca.

O deputado Ricardo diz ter praticado "acção directa" para defender a honra, já a professora Bruna perdeu a honra ao praticar a "acção directa" de despir a roupinha.

Temos por um lado uma professora que não pode continuar a lidar com crianças porque meia Mirandela e alguma malta de Valpaços a viu nua na revista Playboy e por outro um deputado que pode continuar sentado no quentinho da AR depois de todo o país o ter visto "abafar" dois gravadores da revista Sábado. É justo.

Com isto podemos deduzir que para vermos o deputado Ricardo Rodrigues ser suspenso de funções seria provavelmente necessário que este pousasse nu para uma revista feminina ou fizesse um strip-tease durante a comissão de inquérito PT/TVI. A mesma comissão onde vemos o Sr. deputado insistentemente apelar à moral e à legalidade.

Uma coisa é certa, se a "Stôra" Bruna fosse deputada tenho a certeza que não furtaria gravadores ou máquinas fotográficas a jornalistas, até porque provavelmente estaria nua e não teria bolsos para esconder o material. Já o Sr. Deputado, a menos que faça um Lap dance a Mota Amaral não vejo forma de ser admoestado.

Posto isto e fazendo o ponto final de situação: ser professora e cumulativamente mostrar o pipi numa revista: NÃO. Ser deputado e furtar gravadores a jornalistas: SIM


Nada mais a acrescentar. :D

Tolerância de quê???


Querem dar tolerância de ponto num dia qualquer ao acaso, só porque o senhor não sei quê, chefe de uma tal instituição (criminosa, que entre muitas outras barbaridades, tolera a pedofilia, mas não o uso de preservativo) vem visitar o nosso país.

Seriously??? Are you fuckin' with me???

Pessoal, a sério... Toda a paciência tem limites, e a minha não é excepção.

Vivemos num país à beira da ruptura económica e social, para não ir mais longe. As mentalidades teimam em não mudar, e tudo porque, os velhos do restelo continuam a controlar a mente das pessoas, corrompendo-as, obrigando-as a assimilar lixo ao invés de conhecimento, estupidificando-as, impedindo-as de progredir e, assim, comprometendo o futuro, quiçá de forma irremediável...

Isto não é de agora, vem muito de trás, e quando eu pensava que nós, a nossa geração (de 80, para não ir mais longe) já estávamos num patamar muito superior no que toca à evolução das mentalidades, tudo o que tenho visto/lido ao longo da minha vida, me faz crer o contrário, ou seja, continuamos a andar para trás (salvo seja).

Mas, sem mais delongas, e para desanuviar um pouco este post, deixo-vos com uma missiva que escrevi para "quem de direito" ler, e para todos vocês reflectirem sobre algo que, exposto de uma forma jocosa como em baixo, tem muito que se lhe diga, e é merecedor de reflexão, profunda e séria.

Ex.mos Sr.s Mandantes:

Em meu nome e em nome de milhares de crentes neste nosso país, solicito a vossas excelências, a atribuição de um dia de tolerância de ponto na próxima Terça-Feira, dia 18 de Maio de 2010, a propósito da chegada ao nosso país dos mais altos representantes de uma religião chamada METAL, vulgo, os METALLICA.

Mais informo, que é vontade de todos os metaleiros deste nosso país, a execução de uma recepção condigna a James Hetfield e seus pares, quiçá, com honras de estado, jantar em São Bento, e porque não, a entrega da chave da nossa capital a esses senhores, que tanto têm feito em prol do bem-estar dos seus crentes, ao contrário de... Bem, vocês sabem de quem! (Pelo menos as criancinhas podem dormir sossegadas à noite!)...

Posto isto, e sem nada mais a acrescentar, despeço-me, humildemente convicto de que o meu singelo pedido vai obviamente ser aceite, de outra forma, poderão contar com uma queixa a quem de direito, pois exigiremos saber o que é que esse senhor alemão idoso e senil tem a mais que nós, além de uma valente camada de ......., claro.

Atenciosamente,
Gravepisser.


(Se alguém tiver algo a acrescentar, sinta-se à vontade para deixar o seu comentário...) :D

Mania da Perseguição


Teoria da conspiração, ou simplesmente, mania da perseguição?

Podemos estar na cauda do Europa no que ao desenvolvimento diz respeito, podemos morrer de fome graças aos salários ridículos que nos pagam e à nossa tendência natural para o consumismo exacerbado, mas se há coisinha de que o povo português padece é, sem dúvida, dos dois sintomas supra referidos.

É uma das coisas que mais me irrita, sinceramente. Esta mania da vitimização que os pequeninos têm em relação aos grandes, e que se não for controlada a tempo, se desenvolve de uma tal forma, que chega ao cúmulo do ridículo.

Lia eu um certo artigo numa certa publicação online, acerca da morte de Robert Enke, em que era referido que um seu amigo de infância/empresário confirmou, pouco tempo depois da ocorrência do trágico evento, se ter tratado de um suicídio. Qual não é o meu espanto quando, logo o primeiro comentário de um leitor, em letras maiúsculas e tom exacerbado, se resume a mais ou menos isto: "CLARO! ESTE JÁ VEM DIZER QUE SE MATOU, É PORQUE TEM ALGUMA COISA A VER COM ISTO, APOSTO QUE ESTÁ ENVOLVIDO E QUE VAI GANHAR UMA PIPA DE MASSA COM ISSO!"...

E eu pergunto, meus amigos: o que é isto?

Mas em que país de débeis mentais vivemos nós, quando pessoas ditas normais se prestam a este tipo de comentários? E, escusado será dizer, que do universo de desmiolados que não tem mais nada para fazer senão comentar pseudo-notícias do mundo da bola, a maior parte concordou e subscreveu a teoria!

Será possível definir um país através de exemplos como este?

Porque é que as pessoas não se limitam a viver as suas vidas, a aceitar os acontecimentos com naturalidade?
Porque é que tem sempre de existir um porquê, se muitas das vezes, as coisas não têm explicação?

E agora nunca mais parava de escrever, começava a puxar assuntos como a religião e afins, e este post entrava para o guiness como o mais longo de sempre da blogosfera.

Portanto, deixo-vos apenas isto, para que reflictam, e comentem, se assim o entenderem.

Libertango


E eis senão quando, assim do nada, a constatação:
Nem tudo é negro, no panorama musical nacional!
E ainda que não sejam propriamente originais, apraz-me apenas dizer:

Bravo!